CREATIVE VEGAS

sexta-feira, 5 de junho de 2009

TÉCNICA DE MONTAGEM - FADE



Recentemente em um fórum que participo ativamente já alguns anos tivemos um companheiro com dúvidas sobre fade. O que levantou até certa curiosidade. Descobri então que ele não entendia a definição de Fade.


Neste Artigo falo sobre essas definições, e vou um pouco além citando uma fórmula matemática para cálculo de duração do fade para que possa ser preciso em sistemas progressivos como no cinema de película, ou cinema digital, ou não menos importante mas não tão complicado, sistema de televisão no modo entrelaçado PAL ou NTSC.


Vejo que cada vez mais gente busca a questão do aspecto de cinema no vídeo, e este é mais um ponto importante a ser considerado.


Existe Fade em áudio, e Fade em vídeo.No Áudio, fade atua no nível de volume. Em vídeo atua na opacidade.




FADE EM AUDIO:


FADE = Deslizamento Suave de Level em Decibéis do ponto A ao pontoB.

FADE IN = Suavização de entrada (começa na faixa inaudível até 0dB)

FADE OUT = Suavização de Saída (começa em 0dB até a faixa inaudível)

FADE TO LEVEL = Deslizar suavemente até um certo nível de Decibéis (do ponto A ao ponto B)

Db(Decibel) = Unidade de Medida de intensidade de áudio.


O Envelope Level, uma das funções básicas de qualquer sistema NLE (edição não-linear) salva uma automação de FADE... Onde você cria pontos com valores iniciais e finais, e sua variação ocorre com o tempo percorrido.



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FADE EM VÍDEO:



FADE = Mudança Suave na opacidade.

FADE IN = Opacidade de 0% a 100%.

FADE TO BLACK = Opacidade de 100% a 0%.

FADE TO WHITE = Brilho de 100% a 1000% (branco estourado).

FADE TO LEVEL = Mudança suave na opacidade do ponto A ao ponto B.



O Envelope Opacity grava uma automação de pontos de FADE em vídeo, ponto A, ponto B linearmente...


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A curva do Fade, assim como do Envelope pode ser configurada para outras formas não lineares, porém todas as formas são temporais.




O fade é uma forma temporal. Isso é imutável.


Mas o que isso significa?Significa que após ter determinada a forma e a duração do fade, ele irá atuar de acordo com a passagem de tempo de execução estabelecida em segundos e suas divisões.


Bom imagina que você tem um FADE TO BLACK, certo.


Esse Fade tem o comprimento de 1 segundo. Ok


Tomemos como princípio que você tem um projeto com 30 frames por segundo ok?


Ponto Inicial do fade 100%, e ponto final 0%.




A fórmula é: (Comprimento x Frames) / Ponto Inicial - Ponto Final




Com os dados acima ficaria:




(1seg x 30frames) / 100 - 0 [ou seja]


30 /100 = 0,3 [ o que isso significa?]


formula01.jpg


Você vai ter 1% de opacidade mudando a cada 0,3 frame...


Ou também significa que a cada quadro você mudou aproximadamente 3% de opacidade.




Para quem trabalha com Televisão não é problema tão grave, pois os quadros ou campos são entrelaçados.


Mas dependendo do comprimento desse fade pode não ficar linear, e visualmente parece engasgado.


Porém bastante notados por olhares atentos, principalmente por colegas da área de edição.


Pois o expectador geralmente se envolve mais com a trama do que com os detalhes da montagem em si.


Mas nunca deve-se subjulgar um expectador.




Já quem trabalha com cinema, exige-se o modo progressivo, ou seja, cada frame tem que ser completo em imagem em todos os seus quadros.


Para isso você precisa calcular o comprimento temporal onde 1% de atenuação de opacidade utilize no mínimo 1 frame de imagem, ou 1 quadro de película.


Mas lembre-se que o framerate de cinema é 24 ou seja. É muito importante recorrer a esta fórmula matemática para chegar a um resultado satisfatório e preciso.


No caso de cinema seria:


1 x 24 / 100 - 0 [isto é]


24 /100 = 0,24 [ ainda não é isso, vc precisa de um resultado mais próximo a 1]


formula02.jpg


Quais são as variáveis que vc pode mexer? [ TEMPO ](por isso disse que é temporal)


vamos lá...fórmula mágica


formula03.jpg


[4segundos x 24frames / 100 - 0]


96 / 100 = 0,96




Claro que esse resultado pode ser exato em 1, para isso você precisará de uns frames a mais, ... e calcular o frame rate correto pra vídeo cinematográfico, película, vídeo entrelaçado etc...


Película = 24.0 frames exatos por segundo.


Vídeo Cinematográfico = 23.976 frames por segundo.


NTSC DV - 29.970


PAL DV - 25.0




Agora os dados estão aí... Quem quiser fuçar...




Não posso dar mais que isso de bandeja.


O importante é você compreender a linha de raciocício e a fórmula.


Seria o mesmo que dizer que um fade pra cinema de 4 segundos seria a melhor opção sempre.


Mas não é simplesmente isso em sua essência.


Lembre-se que ainda temos o Cross-Fade...


Que são fades cruzados de entrada e saída, tanto em áudio quanto vídeo


Olha que esses dados são extremamente técnicos, mas muito importantes para profissionais de qualidade.


Uma aula dessa no Brasil não há... Talvez em Hollywood quem sabe...


[Textos e ilustrações originais de Eduardo Le Masson - 5 de junho de 2009]



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

GUIA RÁPIDO DE FOTOGRAFIA PARA FILME



Pensei em começar falando sobre roteiros, mas pretendo realizar uma série individual sobre esse tema.Que se seguirá abordando muitos assuntos ligados ao audiovisual.
Esta é a primeira parte desse guia sobre fotografia no mundo do audiovisual.
Nesse primeiro tópico abordarei PLANOS, MOVIMENTOS DE CÂMERA e LENTES.

O PLANO

O plano no cinema, é o que dita a história de um filme, como se fosse a palavra-visual.
A partir daí surge espaço para atuação, som, arte, figurino, objetos de cena etc.
Antes de se pensar no ator, trilha sonora etc, é preciso conhecer cada plano, disseca-lo por completo dentro de todas as áreas de produção para dentro da seqüência de planos verificar suas necessidades em todos os sentidos. Mas este assunto é DECUPAGEM, que foge um pouco de nosso tema, mas tem ligação com ele ao mesmo tempo. Mais isso é para outro dia...

Você deve estar se perguntando, afinal o que é plano?
Pois é, difícil definir. Posso exemplificar dizendo que plano é o posicionamento da câmera em relação ao objeto principal.
Pense que você irá filmar um diálogo entre duas pessoas.
Imagine quantas câmeras você usaria, e onde colocaria cada uma delas?
Bom isso são planos.

E como o uso dos planos pode ajudar a contar uma história?
Os planos contam história de acordo com sua alternância, chamada de seqüência.
Agora imagine esse mesmo diálogo, agora imagine em que ponto exato será feito o corte entre uma câmera e outra. Isso é seqüência.


É como se Plano fosse uma falavra, e Seqüência uma frase.

OS PLANOS:

PLANO GERAL: (PG)
Nesse plano a câmera enquadra todos os elementos da cena, os personagens, cenografia e tudo mais.

PLANO CONJUNTO: (PC)
É como um plano geral menos abranjante, chamando mais a atenção para o foco principal da cena, como o nosso bom e velho diálogo do exemplo, porém enquadrando objetos de cenário sem dar tanto destaque para não desviar a atenção do espectador.

PLANO AMERICANO: (PA)
É o plano ao qual se enquadra os personagens a partir de um palmo acima do joelho até o topo da cabeça. Esse nome surgiu nos filmes de velho-oeste americanos, onde foi muito comum seu uso. Pois enquadrava o revólver no coldre que ficava ligeiramente abaixo da cintura do personagem numa cena de duelo.

PLANO MÉDIO: (PM)
É o enquadramento mais fechado que o Americano, pois enquadra a partir da cintura até 4 dedos acima do topo da cabeça.

PLANO PRÓXIMO: (PP)
Ele começa na altura do peito até dois dedos acima da cabeça.

CLOSE-UP: (CU ou CL)
É o enquadramento no rosto, meio palmo abaixo do queixo até o topo da cabeça.

GRANDE CLOSE-UP ou BIG-CLOSE: (BC)
Enquadra o rosto da ponta do queixo até o meio da testa.

PLANO DETALHE: (PD)
É quando se quer detalhar qualquer assunto, por exempo, a boca de um personagem em um diálogo, uma frase dentro de um texto de um jornal em cena. As mãos etc..

PLANO PLONGEÉ (Lê-se Plongê) (PL)
Nesse plano, a câmera é colocada acima da linha do olhar dos personagens, registrando a cena do alto, numa diagonal. É como se a câmera fosse os olhos de alguém muito mais alto que o normal. Imagine um homem de 3 metros olhando para você. E para ele você é um baixinho...

CONTRA-PLONGEÉ: (CP)
É exatamente o oposto do Plongeé. Como se você olhasse alguém de 3 metros.
Nesse plano consegue se criar a ilusão de que o objeto ou pessoa é muito mais alto que o normal.
Esse plano é muito usado em filmes com Arnold Schwarzenegger, pois ele é um homem baixo, porém o diretor pretende passar a idéia de uma pessoa alta, forte, onipotente.

PLANO ZENITAL: (PZ)
A câmera é colocada no topo, no alto do cenário, apotando diretamente para baixo.
A 90º da linha do horizonte. Seu nome provém da palavra ZÊNITE, que é o ponto central do céu quando olhamos diretamente para ele.

PLANO CONTRA ZENITAL: (CZ)
Como no Plongeé e Contra-Plongeé, o Contra Zenital é diretamente o oposto do Zenital.
O ponto central da terra olhando para o centro do céu.

PLANO SUBJETIVO: (PS)
Como se fosse o ponto de vista de um dos personagens da história, ou seja, em primeira pessoa.
Esse plano é usado quando se quer aumentar a dramaticidade permitindo ao espectador "viver"
a vida do personagem por um momento.
Esse plano foi muito usado no filme A bruxa de Blair dirigido por Eduardo Sanchez e Daniel Myrick.
PLANO SEQUENCIA: (PS)
Este não é muito bem um plano como os outros. Ele pode ser todos os ao mesmo tempo em sequência, desde que seja sem cortes e alternância entre um plano e outro em movimentação.
É bastante usado na década de 60 e ainda nos dias atuais. Requer maior preparação de locação(ambiente) pois a área usada no set aumenta. É muito utilizado com Gruas, um tipo de estabilizador de câmera com braço móvel em 2 ou 3 eixos, que possui movimentação livre em 3 dimenções.




MOVIMENTOS DE CÂMERA

Dentro de cada plano, pode haver movimentos de câmera.
Vamos conhece-los com esse pequeno texto de fácil assimilação.


PANORÂMICO (PAN):
É quando a câmera, sem sair do próprio eixo, movimenta-se para os lados na horizontal, ou seja, movimento para esquerda ou direita.

TRAVELLING (TRAVEL):
Essa movimentação pode ser feita em cima de um carrinho, grua, steadycam e até
no ombro. Seu eixo é móvel para os lados, frente, para trás, ou até mesmo curvas.

PAN VERTICAL (TILT):
É uma panorâmica com movimento vertical. De cima a baixo ou de baixo para cima.

CHICOTE:
É uma panorâmica muito rápida, do tipo que deixa rastros de luz quando passa pelos objetos filmados.


LENTES

Existe basicamente três tipos de lentes utilizadas em cinema.
As teleobjetivas, as normais, e as grande angulares.
Todas com suas características específicas que se enquadram em cada tipo de plano e linguagem a ser utilizadas no filme.


TELEOBJETIVA:
É uma lente fechada que não possui grande profundidade de campo(foco) o que a torna muito utilizada por exemplo quando se quer delimitar a atenção do espectador unicamente para o objeto ou ator filmado, deixando o resto fora de foco.

NORMAL:
É um tipo de lente que possui um olhar mais humano. Possui um foco mais infinito, que abrange quase todos os objetos de cena.

GRANDE ANGULAR:
A grande angular possui uma boa profundidade de foco. Ao contrário da teleobjetiva, quase tudo que estiver em quadro fica visível. Esta lente cria uma falsa relação de distância entre dois objetos filmados.

OLHO DE PEIXE:
Nada mais é do que uma grande angular mais aberta. Tão aberta, que tudo que estiver nos cantos do quadro, criando “aberrações” na imagem fica distorcido. É uma lente de efeito muito utilizada em vídeo-clipes.

MACRO:
É uma objetiva que permite que façamos o foco com a câmera bem próxima ao objeto. Possibilita por exemplo, filmar uma rosa, ou um formigueiro como se estivéssemos colados, porém possui quase nada de profundidade de campo.

ENCERRAMENTO DO ARTIGO
Você agora deve estar se perguntando o que é profundidade de campo(depth of field).
Por isso selecionei um artigo do wikipédia em português, específico sobre o assunto com imagens de exemplo.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Profundidade_de_campo

E como falei de lentes, devem ter surgido dúvidas a respeito de filtros(UV, POLARIZADOR, COLORIDOS ETC..)
Esse assunto vou abordar quando escrever sobre iluminação, ótica e cores.

Agradeço sua visita ao Blog CreativeVegas e mais uma vez peço que comente sobre o que quiser.

Por: Eduardo Le Masson

Proibida a cópia ou reprodução digital, anexo deste ou qualquer conteúdo deste site, mediante autorização.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Dicas do Eduardo sobre trabalhar em HDV com computadores medianos ou com grande fluxo de trabalho

O trabalho como um todo deve seguir um protocolo de produção.
Decupagem de direção na mão, vai filmar? antes de cada cena ou take joga a claquete na câmera e indentifique o conteúdo de acordo com a decupagem de direção.
(N. de Sequência, Plano, Cena e take...)

Se for o caso de ter de repetir a cena várias vezes até acertar, anote na tabela de filmagem seu respectivo take e timecode, além dos outros dados da claquete referentes ao take que ficou bom, pois depois vc vai ter mtos takes na fita que não vão servir e isso pode atrapalhar...

Depois com essa tabela que se chama decupagem de montagem, você entrega ao editor e ele vai saber facilmente qual take necessitará e em qual momento do processo de montagem.
E aí seu trabalho vai continuar seguindo esse protocólo.
Na hora da captura, pra que capturar todas as fitas se ele já sabe exatamente onde estão os takes que interessam, não é?

Qualquer NLE(editor não linear) profissional trabalha com decupagem de montagem, que vai servir para a captura.

Vá no seu programa de captura(VidCap) e crie uma tabela com os respectivos timecodes de start e end, número da fita, e indentifique o plano sequência.

Agora é só mandar capturar. O Programa automaticamente avançará a fita para os takes que vc inseriu capturará, e buscará o timecode do próximo take...

Depois do processo de captura, você pode trabalhar com essa grande dica do Eduardo Le Masson, que coinsidentemente sou eu mesmo.

Você filmou em HDV, capture em SD, monte, quando estiver pronto, refaça a captura em HDV, ajuste as propriedades do projeto e Render nele.
Pronto agora vc tem um produto final HDV nas mãos. Né...
Esse Render vc joga em uma nova timeline, e execute Print to Tape para manter um Máster em HDV.
Crie outros Másteres em SD DVD e Blu-Ray se for seu caso

**
Agora se for o caso de você querer capturar manualmente tb pode ser, joga tudo na timeline, fatia e monta como muitos devem fazer, mas pra quem tem um fluxo de trabalho grande, não tem condições de desperdiçar tempo de captura inútil, espaço em disco, e tempo de fatiar o que já era para estar decupado. E tempo é dinheiro, pq editor recebe por hora ou diária.
Mas pequenas produções, coisas domésticas, geralmente não se preocupam com o quesito tempo, espaço...
Geralmente se preocupam mais com tamanho do Render em AVI uncompressed...
Se quiser usar minha dica de trabalhar com SD, depois recapturar em HDV tb funciona sem esse processo todo que citei com decupagem de captura. Mas vcs vão continuar tendo trabalho de procurar onde está o q se quer no vídeo...

OBS: Trabalhar com decupagem na captura não é possível em câmeras que trabalham com arquivos fechados como câmeras H.D.D ou Flash Memory. São câmeras consideradas amadoras.
Podem até ser boas, mas serão boas câmeras amadoras...
Vamos respeitar às limitações ok. Mas sem querer desmerecer.

Abraços à meus leitores.

Comentários e críticas são bem aceitos

sábado, 3 de janeiro de 2009

O QUE É A FOTOGRAFIA NO VÍDEO?

Olá leitor, estou dando uma passada rápida por aqui para avisar que estou preparando um material interessante para quem está pensando em entrar nesse mundo de vídeo digital, produções self-made(all-in-one ou tudo por mim mesmo).

Hoje vou colocar só um briefing.

Trata-se se um guia rápido sobre fotografia para o vídeo digital.
Onde comento sobre planos, enquadramentos, movimentos de câmera, aspecto, e linguagens visuais.

Hoje em dia, com facilidade de recursos tecnológicos, e a viabilidade de baixo custo em produções, temos visto uma nova tendência no mundo do video.
Que são os "fazedores de tudo". Geralmente aquele que filma, edita, dirige, finaliza e masteriza entre algumas outras coisitas.

Isso é ruim? Claro que não!
Isso só facilita a propagação de cultura. E faz parte da globalização em que vivemos.
Pois aquilo que não se tem registro ou memória, não existe.
E até mesmo uma peça de ficção, escrita ou cinematografáda, se torna viva.

Então não basta ter idéias, é necessário transmití-las.

E nesse GUIA RÁPIDO DE FOTOGRAFIA PARA VIDEO abordarei temas que vão ajudá-los a contar suas estórias, que vão torná-las vivas ou verecíceis. Falarei sobre estética da imagem em movimento, planos, movimentação de câmera, ponto de vista, etc.

Espero que gostem do material.

Caso tenha sugestão para temas ou dúvidas, comente.

Abraços,

Eduardo Le Masson

terça-feira, 28 de outubro de 2008

O novo frissom do aspecto do cinema no vídeo.

TV e Cinema são duas linguagens diferentes.
Não só no aspecto cores, como enquadramento, profundidade, planos, sequência, roteiro, enfim, o cinema tem sua forma e a tv outra.

Dentro da TV temos: Programas, Séries, Documentários, Jornalismo, infomercial, publicidade, merchandising...

Dentro do cinema temos: Curta, média, longa metragem que por sí só já tem um espírito próprio completamente diferente de tv. E a partir daí vemos, documentários, filmes...

Dentro de cada segmento desses que citei, temos diferenças gritantes quanto à iluminação, planos, sonoplastia, composição de imagem, forma, textura, contraste, roteiro ...

É muito interessante conhecer bem esses aspectos, suas características, e seguir sua intuição baseado no conhecimento técnico + conceitual dentro do segmento escolhido.

A moda atual é que muitos que estão iniciando no audiovisual têm buscado ultimamente essa questão do cinema. Seja por liberdade de linguagem, narrativa, ou por questões de iluminação que ajudam a compor a sensações no espectador, auxiliando em todo o trabalho do roteiro, interpretação etc.

A temática das cores por exemplo.
Com a utilização de tons quentes ou frios, você ambienta toda a característica da cena.
A ausência de cores é um recurso ainda muito usado.

Na linguagem televisiva, evitam-se ao máximo coisas como sombras, closes muito fechados, como um quadro composto todo por um close fechado em um olho e uma lágrima escorrendo.

O porquê dessa diferença na tv e cinema?
Essa é uma resposta que gostaria que você mesmo pensasse a respeito.
Mas o que posso dizer é que nos dois, existem tempos diferentes para se contar a mesma estória. A própria questão dos cortes/seqüências que parecem, inicialmente, mais simples.

Acho muito legal a busca em ampliar os horizontes das linguagens.
E esse conhecimento, não é um programa que deve ser instalado na cabeça de ninguém, ou apertar um botão e... voilá. Temos à disposição todos os recursos do cinema.

Que tal indentificarmos os recursos que realmente vão transformar a forma que contamos algo ao espectador, e ele vai sentir o que queremos dizer, tão envolvido, que vai se ver dentro da estória, torcendo para ter o esperado final e ele, o espectador se sentir livre novamente, pois até então, ele é dominado pelo que vê, e pelo que não vê...

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

TAXAS DE FRAMES - FRAME RATE

contribuição: Roberto Bisognini

Frame rate é quantidade de quadros exibidos por segundo em um vídeo ou filme.

O cinema, que é anterior à televisão, consolidou-se exibindo 16 qps (quadros por segundo) na época do cinema mudo.
Esta taxa permitia exibir os movimentos das cenas sem utilizar quantidade demasiada de película, muito cara na época.
Quando surgiu o cinema sonoro, a velocidade de passagem do filme no projetor teve que ser aumentada para garantir uma qualidade mínima ao som: a trilha sonora passou a fazer parte da película. E a velocidade de 24 qps foi a menor encontrada que podia garantir esta qualidade mínima ao som, sempre levando-se em conta o objetivo de economia de película.
Mais tarde, algumas experiências foram feitas em diferentes valores de frame rate, porém permaneceu em uso o valor 24 qps.
A televisão, assim como o cinema, passou pelo uso de diferentes valores de frame rate.
No entanto, ao contrário deste, que usou durante um certo tempo 16qps antes de passar para 24qps, a televisão consolidou-se com a criação do padrão NTSC, na década de 40, exibindo, ainda em preto e branco, 30 qps.
O sistema utilizado, em uso até hoje, é o interlaced, onde um quadro é formado por 2 campos. Como cada campo representa uma leitura da imagem de alto a baixo em um determinado intervalo de tempo, é usual indicar seu frame rate como 60i (60 campos por segundo, no modo interlaced).
Nos sistemas PAL, existem 2 valores de frame rate em uso: 60i (sistema PAL-M) e 50i (nos demais).
No sistema SECAM o valor do frame rate é 50i.
O valor escolhido para frame rate nestes sistemas (60 e 50) tem ligação direta com a ciclagem da corrente elétrica utilizada no país.
Nos EUA, onde o sistema NTSC foi criado, a corrente elétrica funciona em 60 ciclos; na maioria dos países europeus (onde SECAM e sistemas PAL foram criados) a corrente elétrica funciona em 50 ciclos e no Brasil (onde o sistema usado é o PAL-M) a corrente elétrica funciona em 60 ciclos.
A associação entre ciclagem e frame rate para televisão tem origem em várias questões técnicas.
Na época, o isolamento dos circuitos eletrônicos dos aparelhos de TV da rede elétrica não era ainda muito desenvolvido: nos primeiros sistemas de TV criados, eram comuns instabilidades na imagem causadas por interferências de frequência da rede sobre o circuito de imagem.
Pensou-se assim em minimizar estas interferências fazendo com que a frequência de montagem da imagem fosse a mesma do sinal elétrico e estivesse associada (em fase) com ela.
Outro problema era a questão incômoda para o expectador da imagem piscando, fenômeno denominado flicker, bastante acentuado para o olho humano quando uma luz pisca menos de 40 vezes por segundo.
No cinema este problema já havia sido enfrentado e contornado: apesar de serem mostrados 24qps, o obturador do projetor de cinema (dispositivo com lâminas metálicas que abrem e fecham a passagem de luz) na realidade abre e fecha duas vezes para cada quadro exposto.
Assim, a película é avançada e um quadro é posicionado em frente à objetiva. O obturador abre e fecha.
A seguir, abre novamente e fecha e só então o quadro seguinte é posicionado.
Com isso, a luz projetada pisca 48 vezes por segundo (frequência de 48Hz), o que é tolerável para o expectador.
Na televisão, não era possível na época a transmissão de 48 quadros completos por segundo para as antenas dos receptores: haviam limitações na largura de banda (bandwidth) disponível.
A solução foi o sistema interlaced, que transmitia somente metade da imagem (linhas pares / ímpares) a cada vez. Ao mesmo tempo, a camada de fósforo que recobria internamente os tubos de imagem não era suficientemente desenvolvida para permitir taxas muito maiores de frequência no desenho de imagens.

Os primeiros sistemas experimentais de TV empregavam 48Hz, mas, ao mesmo tempo em que era proposta a adoção do sistema 60i, novos tubos de imagem, mais luminosos, acabavam de ser desenvolvidos.
O aumento da frequência de 48Hz para 60Hz permitiria assim também o uso desses novos tubos, reduzindo bastante a ocorrência de flicker (neste caso beneficiando bem mais os sistemas de 60qps do que os de 50qps), sem comprometer os requisitos de bandwidth.
Além do modo interlaced, imagens em vídeo podem ser gravadas e exibidas no modo progressive.
No sistema NTSC, no modo progressive os principais valores de frame rate utilizados são 24 e 30, indicados por 24p / 30p (24 ou 30 qps, no modo progressive). Os sistemas PAL também possuem a opção do modo progressive, utilizando frame rate de 25 qps, ou, 25p.

Quando foi iniciado o desenvolvimento do sistema NTSC colorido, a grande base de televisores P&B já instalada colocou aos especialistas um dilema: desenvolver um sistema completamente novo faria com que todos esses aparelhos se tornassem obsoletos, exigindo sua troca, e a coexistência de 2 sistemas não era prática.
A solução encontrada foi embutir os sinais de cores dentro do sinal já existente P&B, de modo que televisores antigos conseguissem interpretar como P&B imagens transmitidas em cores. Esta modificação exigiu algumas alterações, no entanto; assim, diversos requisitos técnicos fizeram com que o frame rate tivesse que ser alterado ligeiramente, de 30 qps para 29,97 qps (uma diferença de 0,1%).Consequentemente, passaram a ser exibidos 59,94 campos por segundo neste sistema. Este é o valor preciso utilizado até hoje, embora para facilidade de comunicação seja usual a referência simplificada de "30" e "60". Esta diferença, que não ocorre em outros sistemas, onde os valores são exatos (sistemas PAL (exceto PAL-M) e SECAM com 25 e 50), afeta a contagem e numeração dos quadros (processo denominado Timecode), gerando os tipos drop e non-drop Timecode.
Apesar desta diferença, o frame rate para o sistema NTSC é indicado como 60i (e a quantidade de quadros como 30qps) para facilidade de documentação e comunicação.

DYNAMIC RAM PREVIEW

A função Dynamic RAM Preview, faz um pré-render virtual gerando assim um resultado direto na memória RAM...O objetivo dela é ver trechos de vídeo, no qual se usa inúmeros plugins, correções, movimentações etc, tudo junto, em tempo real.
Pq isso?
Pq quando vamos assistir um preview, o software vai pedir processamento em tempo real para exibir na tela o que está sendo gerado como resultado.Quanto maior a resolução do preview, mais pesado é o processamento.E quando se trata de um trecho de vídeo com mtos efeitos, fica impossível ver o resultado em tempo real.
Por isso, softwares de edição, composição etc tem essa função.Que consiste em processar um trecho do vídeo virtualmente, armazenar em cache de memória RAM, para quando você faça o preview, ao chegar naquele ponto específico, não haver necessidade de processamento, fazendo com que seja possível um preview de qualidade.

Esse valor que você pode especificar é o tamanho de cache que deseja determinar para esse preview, quanto maior, melhor o resultado do preview, mas por outro lado, o sistema como um todo perde memória.Para se fazer um pré-render em RAM, seleciona-se o Loop Region, e use o atalho Shift + B. Agora reproduza o loop apenas dando play, você verificará um excelente preview.O Vegas determina um valor máximo para isso em 1Gb fixo, ou você pode deixar o valor em 0, e o Vegas vai dentro desse valor de 1Gb pegar o que for necessário ou disponível no momento, ou você pode determinar outros valores fixos para o Preview.

Importante ressaltar que essa função não é somente para um pré-render + preview,é também usada para o preview normal.Acredito que o Vegas Pro 8.1 x64, possibilite valores maiores que 1Gb ou 1024Mb.
Em alguns casos, em projetos leves, realmente não será possível ver diferença no resultado com diferentes valores alocados numa mesma resolução.
Experimente muda-la.

Resumão: É quanto de memória você determina para ser reservada ao preview.

Pergunta do Leitor:
Minha questão é a seguinte... se eu tenho disponível 4Gb de ram não há problema se eu colocar 1024 para o Dynamic RAM preview?
Resposta:
Claro que não há problema.Você terá disponível sempre 1024Mb para Preview, o que te dará um conforto para trabalhar.Como nem tudo é perfeito, ao fazer isso, você definirá que nenhum outro processo usará essa memória que definiu, exceto o preview do vegas.Uma boa coisa a fazer é estabelecer o valor da DRP em (0Mb) o preview usará o que tiver disponível dentro dessa faixa de 1024.

Eduardo Le Masson